Casa Brunhais

 

PT

Brunhais é uma pequena aldeia do norte de Portugal, envolta em montanhas e num imenso céu azul. Imerso numa paisagem paradoxalmente rochosa e verdejante, esta casa faz parte de conjunto de três projetos pertencente a três irmãos. 

O programa era elementar, o projeto deveria albergar um casal e dar apoio à atividade da empresa de família. O terreno algo desnivelado permitiu a sobreposição de dois volumes em dois níveis, sendo que o piso inferior serviria de apoio à atividade da empresa, uma espécie de laboratório.

Plena de contrastes, a envolvente materializa-se nestes dois volumes, nestes dois níveis que marcam as diferentes funções. O volume o branco da habitação e o volume cinza, de pedra natural dedicado ao trabalho.

O ingresso, a nascente, é feito através do vazio deixado pelo movimento ascendente de um dos planos esculpidos. Este volume esculpido em forma de U permitiu fazer a separação das zonas privada e social e criar o tradicional pátio, aberto para o céu e voltado a poente para a família se reunir nas longas noites de verão. Outrora usado para a atividades agrícolas este pátio tem agora uma função lúdica.

  Observando o resultado final temos a percepção de ter esculpido um pedaço de pedra. Um simples pedaço de pedra branco que contrasta num imenso céu azul!

A ideia era criar movimento, imprimir dinâmica a uma envolvente por vezes estática. Dar a sensação de deslocamento… imaginar uma pedra que desliza! Esse movimento deveria criar novos espaços.

Brunhais House

ENG

Brunhais is a small village surrounded by mountains and a huge blue sky in the north of Portugal.

 Immersed in a paradoxically rocky and verdant landscape, this house is part of a set of three projects belonging to three brothers.

The program was elementary, the project should host a couple and support the activity of the family´s company.

 The slightly uneven terrain allowed the overlapping of two volumes. These two volumes materialize the surroundings and marks these two different functions. The white one for living and the gray one volume made of natural stone, a kind of laboratory.

The entrance is made through the void left by the upward movement of one of the sculpted planes. This sculpted U-shaped volume allowed us to separate the private and social areas and create the traditional courtyard open to the sky and facing the sunset in the long summer nights. Once used for agricultural activities this patio would now have a playful function.

  When we perceive the final result we got the perception of having carved a piece of white stone that contrasts in a huge blue sky. We wanted to create movement, dynamics. Imagine a rock that glides on another, this movement would create new spaces.

 

 

BEST HOUSES OF 2018 

from @archdailybr


" With more than 4000 different projects published during the year, our editors want to close an exciting year for architecture with a selection in a typology near and dear to us all: houses.
From remote landscapes to urban infills; vernacular design to high-tech automation, this selection of 100 houses highlights 2018's most exciting moments for architectural design, material and construction innovation, challenging topography, and client desires - all in the home."